segunda-feira, 15 de junho de 2009

Not-so-Crappy B'Day


Miguel-Pai doente. Migues-Filho com "galo" na testa. Nada de canoagem. Nada de festa. Crappy B'Day?
Nem por isso. Pintou-se o que se queria pintar (thanks Miguelito e Jiboia pela ajuda). Fez-se uma matiné de karaoke com a Mãe e a Tânia. Comeu-se um mini-bolo de aniversário comprado à pressa (mas com muito carinho da Mãe) no Jumbo. Foi-se duas manhãs à praia, apesar da doença do Miguel-Pai. A prenda da Cunada chegou no correio de sábado. Muitas, muitas mensagens cheias de carinho no telemóvel e no "ai-fai" e no email. E no Domingo ainda comprei umas super-sandálias no Freeport, por... 4,99€!
E em Julho vingo-me :P, junto o 11.º aniversário de casamento com o meu 30.º aniversário... a ver se o bolo é melhor! :D

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Obrigada!

Ontem ao final do dia, no regresso a casa, já com o filhote no banco de trás, desci a serra. Como desço todos os dias, como subo todas as manhãs. E reparei. Pela primeira vez reparei.
Uma carrinha de caixa aberta, muitos “coletes fluorescentes” que se moviam, munidos de balde com água e detergente, pano na mão, boné na cabeça, cigarro ou sorriso nos lábios.
Devo ter passado por eles milhares de vezes. Devo tê-los visto outras tantas. Mas nunca OLHEI, nunca PAREI, nunca VI. Ontem sim – OLHEI, ABRANDEI e VI!
Limpavam a sinalética da estrada. Aqueles pauzinhos reflectores que ficam no meio da via com riscas laranja, os triângulos que indicam uma curva acentuada, os sinais de limite de velocidade. Empoeirados pela lufa-lufa quotidiana do trânsito, estes objectos nas mãos dos “coletes fluorescentes” ganhavam vida. Voltavam a brilhar, a reflectir a luz – do sol ou dos faróis – a cumprir o seu objectivo, sinalizando vias, acentuando curvas, avisando de perigos.
Dei-me conta – SOU UM GRÃO DE AREIA. Caramba! Nunca parei para pensar. O meu trabalho é importante – tenho uma função útil na empresa onde laboro.
Mas estas pessoas, estes coletes fluorescentes, os almeidas, os aparadores de sebes, os limpadores de esgotos, sei lá… todos eles, individualmente ou em conjunto, são as gotas de óleo que mantêm as engrenagens da sociedade a funcionar sem emperrar. Passamos por eles – como passei eu todo este tempo – como se não existissem, como se de sombras se tratassem, indiferentes à sua contribuição. Pois hoje, aqui e agora, aqui fica o meu reconhecimento.
OBRIGADA, COLETE FLUORESCENTE!
Obrigada por tornares mais segura a estrada por onde passo com o meu filho.
Obrigada por manteres limpos e visíveis os sinais de perigo ou de informação, para que eu prossiga avisada e informada do caminho que me espera.
Obrigada por zelares por mim, uma face no meio de milhões da multidão.
Hoje deu-me para isto, o que querem…